Sem título, pode ser?!

Já postei críticas à universidade pública umas mil vezes no meu blog antigo. Mas é que as vezes a gente só vê o estrago agora, próximo de terminarmos o curso de graduação. Deixando bem claro que não estou isentando o estudante da responsabilidade de estudar muito ao longo do curso escolhido, mas o nível dos professores (principalmente os do início, geralmente recém egressos sem didática alguma) e até o método caricato de alguns em determinar o que é certo ou errado, prejudica sim nosso desempenho e interesse pelo que é estudado.

No meu primeiro ano de economia, eu trabalhava "8 horas" diárias. Tá entre parênteses, pq eu nunca conseguia sair no horário correto, sempre tinha algo a mais pra fazer logo na saída. Como menina inexperiente e querendo mostrar serviço, eu muitas vezes chegava quase no final da primeira aula e perdia quase todo o conteúdo. Estudar mesmo, só no domingo, pq no sábado também trabalhava e o resto deste dia, descansava mesmo... Afinal, eu era uma espécie de "jack for all trades". Ah, só não saía do emprego também, pq eu me sentia muito bem em não pedir dinheiro à minha mãe.

Só pra se ter idéia, saí do primeiro semestre sem saber muito de cálculo 1. Nem derivadas aprendi direito e nem integrais cheguei a ver. O professor geralmente n sabia o estava dando e no mesmo período, o único melhorzinho nos abandonou no meio do curso pq achou um emprego que remunerava melhor. O prof de introdução à economia era do tipo que só aceitava o que estava escrito determinado livro. Até as vírgulas. Achava isso um absurdo, mas nem imaginava que ainda iria pegar mais professores deste tipo.

Fora os tipos de professores que não vão com a sua cara de jeito nenhum! Implicam mesmo, só com vc, pra todo mundo ver e constatar a mesmíssima coisa. Tive um que nos abandonou no meio do curso pq estava preparando um projeto para concorrer um prêmio, fez uma prova apenas. Quem passou, passou, que ficou abaixo, n teve chance de outra... Outro também que não dava aulas pq o horário batia com o do seu mestrado. Oura mais, pq então aceita dar aula no mesmo horário?!

Tive muitos períodos em que lamentei por está numa instituição que não respeita os alunos e nem os professores. Já esbravejei na coordenação, reclamei em tudo que foi canto e só me diziam: minha filha é assim mesmo, vc é novinha, um dia vc vai ver que não pode mudar.. Que conformismo bosta, odeio isso.

Ah, pequeno detalhe, tais problemas se encontram, em sua maioria, no curso noturno da minha faculdade, que é o meu período.Parece que eles competem em quem desestimula mais, pois diversas vezes cheguei a ir pra faculdade só por ir mesmo, pra n levar falta, pq o meu desinteresse em estudar uma disciplina do curso que eu escolhi pq eu GOSTO, me faz querer outra coisa., menos estudar.

Tudo isso reflete no histórico, pré-requisito em todas as bolsas de estudo por ai. Hoje, tô sofrendo as conseqüências, tentando consertar a cada semestre, meu inicio de faculdade. Tá difícil, pq o meu histórico não é excepcional, não irei ter prof nenhum babando por ele...

Enfim, só mais um dos milhares desabafo que fiz. A culpa também foi minha, afinal, deixei-me levar por sentimentos que me atrapalharam diante do curso. Mas a vida, não espera... ela não quer saber se vc teve ou irá ter problemas durante a travessia, aliás, a dura travessia do amadurecer.

Post grande ne?! Enfim, quem está começando agora, este ano, ou sei lá quando for, por favor, se esforcem, mesmo que a instituição que vc esteja lhe dê subsídios diários que lhe façam um dia querer desistir.

Comentários

  1. Gostei bastante desse post. Todo mundo que passou por isso sabe a dificuldade que essa situação representa.
    Fiz um comentário sobre ele lá no blog.
    []s

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  2. Eta cearense arretada! Eu também sou do interior do nosso CE e hoje estou exilado aqui no interior do estado do Pará, próximo a várias aldeias...Deve ser muito legal conversar contigo, pois pareceu-me muito sincera e objetiva. Grande abraço e quando eu for visitar nossa Fortaleza, faço contato para tomar uma água de coco contigo. Abraço

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  3. Sua situação é bem parecida com a minha quando me graduei em Letras. Mudam os cursos e as universidades, mas, infelizmente, os problemas continuam os mesmos.

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