Economia Fail?

Numa certa noite, sobe uma janelinha do meu face dizendo:
"Olá Cibele! Baixei o filme Freaknomics e eu gostaria da sua opinião sobre ele!".Ok, morria e não sabia que tinha o filme deste livro que li no meu 3º semestre de Economia. Mas ai, baixei e decidi ver com o namorado, afinal, seria uma oportunidade de mostrar que economia não se resumia a apenas pessoas com uma Hp12c na mão.

Lembrando que meu namorado faz Ciências da Computação (dizer que ele faz informática é como dar um soco no estômago dele) e lida muito com cálculos, probabilidade e os benditos algoritmos. Ou seja, tudo pra ele tem que ser complexo tal como mente de mulher (rá!). Se não envolver linhas e mais linhas de códigos, parece que perde a graça.

No final do filme, a única coisa que ele disse foi: "Economia não devia se meter onde não é chamada. Cadê os números ? Esperava algo bem mais técnico."

Como assim se meter? Quem já leu sabe: o livro/filme traz temáticas do cotidiano e tenta colocá-los sob a ótica de um economista. O problema é que para a maioria das pessoas, o economista é um ser que está sentado em um banco, dando entrevistas para um jornal ou mexendo numa máquina de calcular e explicando investimentos.

Tudo bem, isto ocorre, porém as pessoas esquecem que quando um economista vai à tv falar da inflação, por exemplo, nada mais está falando sobre algo que afeta o poder de decisão das pessoas no cotidiano.

Parece que somos pessoas que viajam tanto quanto um avião, que estabelecemos algo tão intangíveis que seria muita estranheza colocarmos nossos assuntos em nossa vida comum.

Outra coisa decepcionante para meu namorado foi o fato de que no filme, poucos cálculos apareciam, sendo apenas mostradas algumas estatísticas.

Às vezes para quem faz disciplinas ou faculdades cuja a principal ferramenta é a matemática, ver algo que não diretamente é explicada por ela faz isto parecer uma inverdade. É muito comum na faculdade de Economia, por exemplo, ver o embate entre professores que defendem uma determinada maneira de dar a disciplina: alguns pecam pelo excesso, outros pela omissão.

O fato é que não podemos fazer da matemática ou estatística a ciência que estudamos (neste caso, Economia). Estas são ferramentas que nos auxiliam para chegar às respostas que procuramos quando decidimos estudar um problema.

O importante depois disso, é desmistificar o que há por traz (no bom sentido hein!) da imagem do economista.


Comentários

  1. Economia = Computação = Cálculos,Previsões e tal... Estudar comportamento humano em sociedade = Sociologistas e cia. Nós fazemos os cálculos junto com estes os interpretamos. Agoooora, pegar um economista pra ficar estudando só o comportamento social de algum estudo é triste. É assim que penso, por exemplo, uma meta-heurística(aproveitando que tava estudando isso) muito conhecida é a bioinspirada. Os chamados algoritmos genéticos, pra que eles sejam possíveis, precisamos ter conhecimento das ciências biológicas, quando estudamos um sistema pra fazer a interface homem-máquina, estudamos muita engenharia(mas, aí é uma ciência irmã, na verdade é uma ciência pai da computação), biologia,psicologia e psiquiatria,mas isso não quer dizer que um filme que fale sobre o assunto(com foco na tecnologia) vá falar mais da parte psíquica do que dos algoritmos.

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