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Engraçado como as vezes nos iludimos por pouco. Um olhar, um gesto, uma palavra... qualquer coisa que nos faça pensar que ali é nosso poço de felicidade.

Quisera eu estar tranquila, feliz. Acho que não estou e isso transparece no meu dia-a-dia. Uma pessoa que tem medo de sair à rua com medo de qualquer pessoa, não deve ser lá tão normal.

Às vezes me acho uma ingrata. Fizeram tantas preces e tantas vibrações positivas pra mim, que as retribuo com lágrimas e lamentos.

O que diabos eu quero então? Se ano passado sofria por não conseguir nada, hoje eu sofro por entender que não é isso que eu quero. O que é, afinal?

Porque não gosto do que faço? O que faz com que eu queira só me afastar? 

Porque eu sou tão cruel comigo mesma? Porque eu tenho esse lado tão autodestruitivo que me faz querer ir no fundo do fundo e lá ficar?

Porque eu admito que um cara olhe pra mim com indiferença? Que me trate com desdém e que finja que eu e merda é a mesma coisa? Porque ainda assim o trato bem?

Porque diabos tem umas várias semanas que eu tiro só pra beber? Beber, chorar... beber e chorar. E não duvido nada que amanhã seja da mesma forma.

Às vezes queria sumir. Sem pensar em ninguém, só em mim. Sumir. Desaparecer. Não deixar rastros.

Se alguém me perguntasse o que eu mais gostaria no momento, eu diria, paz. Alma tranquila. Porque sozinha já sou.

Cansada. Cansada de tudo.

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