Já pode ir, 2012!

Se 2012 tivesse sido tão bom, ele não acabaria numa segunda-feira. Inicialmente, era um ano que me prometia muitas, mas muitas coisas boas mesmo. Estava em um trabalho dito promissor por muitos (área de consultoria aqui em Fortal só cresce), ganhava relativamente bem (no meu caso sem filhos e sem ser casada) e finalmente tinha a oportunidade de fazer algo no mercado de acordo com o meu diploma de Economia.

Por alguns problemas internos (e isso eu prefiro guardar pra mim), esse dito trabalho promissor não fora tão promissor assim. Quase foi meu pesadelo, na verdade, que influenciou meu sono e meu modo de vida. Viver triste pelos cantos era uma constante.

Lógico que esses cantos também foram motivados por motivos pessoais. Estava na fase solteira da vida, cheia de gente ao meu redor, que queriam sair comigo, mas ao mesmo tempo, me encontrava sozinha em pleno domingo à tarde. É, não era isso que eu queria.

Falar em ficar comigo, que ano desastroso pras coisas do coração! OMFG, viu? Inicialmente me vi imergida em uma ilusão que na verdade mascarava algo que eu não percebia: não queria ficar sozinha. Sim, é difícil reconhecer essa dificuldade. Depois de um término de um namoro (que hoje em dia vejo que nem deveria ter sido namoro) você sente medo de ficar só e ninguém mais te querer, como se tudo dependesse disso.

E quando finalmente me livro desta ilusão, me apaixono, como nos velhos tempos de adolescente. Me vi sentindo algo muito forte por alguém e até achei que era correspondida, até sacar que não. Sacar por que né? Um namoro que possui mais conflitos que qualquer outra coisa não pode ser assim chamado de "feliz". Mas ok, vamos deixar pra trás as desgraças? Que creio ser este o sentimento de renovação que o "ano 
novo" traz. 

Se teve algo que me trouxe muitas alegrias foram os amigos. Definitivamente, 2012 foi o ano da consolidação das amizades. Hoje posso ver mais claramente com quem contar - e não contar, óbvio. Eles foram a luz e o brilho deste ano, me fazendo sempre lembrar que a vida não é só a perfeição de um namoro, mas uma soma de momentos únicos.

Tanto amigos, quanto família: estes sim  me mostraram o que é realmente importante na vida e eu os agradeço muito pela disposição de sempre me mostrarem isso. Sinto-me muito, mas muito grata mesmo! Não sei o que seria de mim sem eles. E sim, conto nos dedos e não chega a completar as duas mãos.

2012 foi o ano também da consolidação do que eu quero daqui pra frente. E falo de tudo hein? Trabalho, pessoal, saúde... uma ruma de coisa. Vi mais quem eu era e tô gostando cada vez mais de mim. Sei que não faço o tipo comumente aceito normalmente pelas pessoas, mas quem disse que quero ser comum?

Únicos todos nós somos, mas não basta isso. E não, não quero encontrar pessoas que nem eu, quero conhecer ainda mais a diversidade e assim, exercitar sempre a tolerância e a paciência!

Enfim, rái timbora 2012! Que venha mais um ano ímpar - sempre os melhores, claro, preu saborear bem muito os frutos de um ano de um aprendizado mega árduo!

Tchau! Ou em um bom russo: pakaaa! ;D

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