O Tempo é Real

Segunda feira, dia 17, o Brasil explodiu em manifestações e, como eu estava na aula de austríaca na ufc, queria logo chegar a casa e ver o que tava rolando. Coloquei na Globo e advinha? Novela. Achei isso o absurdo dos absurdos, uma emissora não saber ou não noticiar o que estava acontecendo naquele momento.

Troquei de canal e vi que o restante acompanhava os protestos nas várias capitais, e além disso, twittavam notícias, enfim, toda a forma de comunicar ao telespectador o que estava acontecendo.

Hoje, tomei um susto: a Globo quebrou o paradigma em suspender sua sagrada programação para só transmitir os vários protestos que se repetem hoje. Nunca vi isso, principalmente em pleno horário nobre. Última vez que lembro de alguma interrupção da programação - e foi pela manhã, foi o enterro do Senna em 94.

Isso só reforçou a frase que costantemente vejo algumas pessoas reproduzindo: a revolução não será televisionada. Na verdade, isso só demonstra que nos dias de hoje, em que qualquer pessoa tem acesso à internet no celular e este que tem capacidade de filmar ou fotografar, é mister transmitir a notícia em tempo real.

As pessoas estão mais sedentas por informação, pois elas sabem que não precisam mais de intermediários pra isso e tem um canal muito poderoso que é seu aliado: a internet.

Portanto, na segunda, a impressão que me passou é que a mídia televisiva tem que se reciclar e procurar maneiras de inovar o acesso à informação, pois com toda essa gama de meios, o indivíduo substitui facilmente esse tipo de comunicação por outro. Logo, é um pecado ignorar esse processo de mudança que já vem ocorrendo há um bom tempo.

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