Educação é Escolha


Corro o risco de ser mal interpretada neste post, mas espero realmente conseguir que alguns possam compreendê-lo.  Esta semana a timeline do meu facebook está recheada de reclamações contra o governo devido à destinação e alocação de recursos.  Deve ser por causa da aproximação das eleições ou o "efeito copa, afinal, como pode ter dinheiro para a Copa e não para a Educação?
 
A verdade é que educação é uma escolha e, como toda escolha, tem caráter individual e não coletivo. Sem dúvida, um país com a maioria populacional educada possui um nível de produtividade maior, o que acarreta em maiores salários e melhores índices de crescimento econômicos e de desenvolvimento. Porém,  erramos quando colocamos tal obrigação nas mãos do Estado. Não é ele quem deve escolher se devemos ou não estudar, o que devemos ou não aprender. Somos nós.
 
Durante anos vivi em uma casa que não tinha piso e reboco nas paredes. Sou órfã de pai e só tinha a renda da minha mãe, que trabalhava em torno de 12h,  para sustentar uma casa com três filhos. Enquanto meus vizinhos trocavam de carro todo ano ou ajeitavam suas casas, eu e meus irmãos estudávamos nas melhores escolas da cidade. Minha mãe preferia viver em uma casa mal-acabada a nos negar um ensino melhor.
 
Existem pessoas que preferem comprar um carro a pagar um Mba. Conheço também gente que paga para pular em micaretas e reclama quando tem que comprar um livro para estudar na faculdade. A educação é um bem e, como qualquer outro, está sujeito às oscilações de demanda, que determinam o seu preço e valor.
 
Aí entra a pedra, ou o Estado. Ele é quem determina o que deve ser ou não ensinado nas escolhas, controla também a abertura de novos estabelecimentos de ensino e regula a educação através do MEC. O que acarreta? Que pessoas carentes, que realmente desejam estudar,  não tenham acesso à educação. Afinal,  com uma maior oferta de escolas, com diferentes linhas de ensino e faixas de mensalidades,  o poder de escolha  daquele que deseja aprender seria bem maior.
 
A partir do momento que a renda individual (se o sistema tributário permitir, óbvio) cresce, crescerá também a demanda por outros bens, entre eles a educação. É exatamente isso que impulsiona o crescimento de escolas em bairros distantes do centro nas grandes cidades.
 
Com isso, espero que as pessoas pensem mais antes de delegar ao Estado a obrigação de ofertar ilimitadamente Educação. Todo mundo paga imposto compulsoriamente para sustentar um sistema que não é eficiente. Não acho justo que o Joãozinho, que ganha um salário mínimo por mês e gasta mais de 50% de sua renda com alimentação e serviços (áreas com maior índice de tributação), tenha que pagar para que uma parcela da população estude, mesmo sem sua vontade. Acho justo ele mesmo destinar seus próprios recursos.
 
E quem não pode pagar, o que faz? Ora, existem várias instituições filantrópicas que ofertam educação para aqueles que não podem pagar. Muitos são os exemplos de pessoas que ajudam outras de forma voluntária. Creio que assim, você estará ajudando de forma mais eficiente aqueles que querem estudar e não podem, pois ajuda voluntariamente aqueles que tem como ofício, a caridade.
 
Se não quiseres ajudar uma instituição, ajude uma família, adote educacionalmente alguém que quer estudar e não tem como. Já fiz isso e recomendo. Não há nada mais recompensador que ajudar no aprendizado de quem realmente deseja isso.

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