Going to Distance

Vi este filme no cinema e, sinceramente, achei só engraçadinho. A única coisa que ele me fez pensar é: não dou pra relacionamentos à distância. Parece que mais uma vez mordi a língua. Pois bem, fui revê-lo com outros olhos e o resultado é que, incrivelmente, ele narra de forma fidedigna as fases de uma relação do tipo.
 
As horas gastas em celular, telefone, skype, facebook, hangout, teu foco e concentração às vezes indo pro espaço, o vazio de querer fazer algo com a pessoa e ela não estar, a busca por promoções de passagens aéreas (bem como a revolta quando você percebe que não tem como viajar sempre de avião ou pior, que não vai dar esse mês), enfim, diversas situações que só sabe quem passa.



Mas se tem uma fase que destaco é a de busca por emprego na cidade do namorado(a) e vice-versa. Passar o dia enviando currículo, pesquisando vagas e tentando ter um pouco mais de esperança de cessar todas estas idas e vindas, despedidas e lágrimas.
 
Incrível mesmo é a sensação de frustração, logo depois de enviar 100 currículos e não obter resposta alguma. Parece que o mais fácil e justo pra você mesmo é assumir que, infelizmente, não dá certo. Que tem de cair na real e perceber que tá difícil trocar de vida e realizar o desejo de finalmente ficar com quem se ama.
 
Ah frustração! A vontade de romper, o pensamento de que o amor não é o bastante - mas aquele emprego que te faria sobreviver ao lado dele, sim! O ataque à geladeira nas noites em que a ansiedade não te deixam dormir. É dose viver assim.
 
Aliás, é dose viver à mercê de passagens de avião, disponibilidade, aulas que não podem ter falta, idas, vindas, choro, decepção, angústia. É dose respirar fundo e ouvir que no final vai dar tudo bem. É dose ser Polyanna quando se é Erin
 
Por fim, quem namora à distância, recomendo fortemente. A identificação é instantânea. Boa sorte pra nós e que tenhamos mais paciência.






 

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