Feijão

Se tem uma coisa que não tenho frescura é com comida. Como de um tudo e o que ainda não comi, experimento. Fora isso, a probabilidade de rejeitar algum alimento é bem difícil, porém, isso pode ser facilmente abalado por causa de um costume aqui no Rio: o feijão preto.

Vejam bem, eu sou do Ceará e lá a variedade de feijão é grande. Mulatinho, de corda, branco, verde, rajado, enfim, temos pelo menos uns 10 tipos de grãos de feijão. Entretanto, aqui no Rj eles só comem o preto.

Almoço, jantar, onde tiver o arroz, tem o feijão preto. Temperado com muito alho e com o caldo espesso. Uma vez perdida até vai, mas todo dia enjoa. Pra quem tem baião, feijão verde, mulatinho e derivados na panela normalmente, uma só variedade é muito chato.

Pior ainda é minha tentativa de encontrar os feijões cearenses. Parece que no mercadão de Madureira tem. Preciso ir lá e mostrar ao povo daqui que existe vida - muito mais gostosa, diga-se, após o feijão preto. E se tal vida vir borbulhando numa cumbuquinha de barro com bastante queijo e creme, aposto que é lá mesmo que irão ficar.

Com isso, peço dicas de onde encontrar feijão verde, mulatinho ou de corda neste Rj. Não vale na Feira de São Cristóvão que ali tem muita coisa que parece e não é. No mais, o que posso dizer é: que falta o feijão de mainha faz!






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