Sempre Ao Seu lado

Decidir morar junto com o namorado é um passo enorme. Para alguns, maior que a perna, já outros, tão natural quanto acordar. Pode ser decidido do nada ou planejado mas, geralmente, o ímpeto surge quando pensamos em como seria maravilhoso conviver, dormir e acordar ao lado da pessoa que amamos. 

Entretanto, não é uma tarefa tão fácil assim, afinal, é outra pessoa, outro universo do qual você terá que se acostumar e aceitar. Sair do individualismo do quarto, armário e decisões não é tão fácil quanto parece. Às vezes o simples fato de querer ficar um pouco só poderá ser interpretado como algo estranho. Ué, ficar só pra que se ele(ela) me tem?

Já quando moramos com os pais, nos acostumamos ao jeito deles, sabemos que se fulano ou sicrano age de um modo é porque ele é assim e ponto. Tentamos até mudar mas, no final aceitamos, afinal, cada qual é de um jeito e não cabe a nós querer modificar e que família é família, ninguém sai trocando peças que não gostam mais, é pra vida toda.

É nesse convívio diário que as afinidades e diferenças tornarão-se exacerbadas. O conhecer do outro será bem mais profundo que o artificialismo do namoro. De repente você se vê aceitando coisas que antes eram inaceitáveis. De repente o mínimo se torna o máximo e vice-versa.

A única coisa que, de fato, toda pessoa terá é aprendizado. Uns chamariam isso de ojeriza, outros não conseguem mais sair desse modelo de relacionamento (casado mas não casado, saca?). O importante é que as experiências e decisões sejam vividas, sejam elas boas ou ruins.








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