Gente Grande III

Já já crio uma tag só pra isso, né? Segunda foi mais um dia na saga pela busca de emprego aqui no Rj e o local escolhido da vez foi o bairro Bangu. Ok, as únicas vezes que ouvi falar desse local foi algo relacionado com violência, seja por causa do complexo penitenciário que lá tem ou pelas notícias de fulano ou sicrano morreu de bala perdida. Enfim, porquê fui bater lá? Feira de empregos! Peguei o 918 e 1h depois lá estava eu na estação de Bangu me encontrando com meu guia local, o namorado da cunhada, Thiago.

Ao chegarmos no local, um susto: a fila abraçava o quarteirão. Isso mesmo! Comprei umas besteirinhas pra gente se aguentar até chegar aos stands e papo vai, papo vem, passamos 1h e 30 min até chegar à porta do Bangu Esporte Clube (morria e não sabia que tinha time local O.o ).

A alegria de finalmente conseguir entrar acabou logo depois que passamos pela roleta: era mais fila pra conseguir ver as vagas em cada stand, que eram em torno de 15, rodeados de pessoas preenchendo fichas. Minha reação foi pensar no porquê uma empresa ou consultoria de RH perderia tanto tempo em obter as informações de alguém via cadastro, já que a imensa maioria (praticamente todos) já foi ao local munido do seu currículo. Depois lembrei que se em algo que uma empresa de RH consegue fazer, é lambança no processo seletivo.

O resumo da ópera foi que só consegui entregar dois currículos, pois boa parte das vagas oferecidas eram para operadores de telemarketing, algo que, com certeza, não tem nada a ver com a pessoa que vos escreve. Se mal tenho saco de ficar ao celular durante alguns minutos, imagina ter que oferecer algo ou receber reclamações via telefone. No mais, ainda não cheguei no desespero do desespero da escala do desemprego. 

Ao saír dali, só pensava em comer algo. Thiago me comentou que havia um trailler de rua que foi capaz de falir um Habibs, de tão procurado e famoso que é. Na hora pedi para ir e, ao chegar, o slogan justificava a fama: salgados fritos na hora. Um belo sorriso de alívio se abriu em meu rosto e fui com tudo num kibe com catupiry e um guaraná que eles costumam beber aqui (guaraviton). Tudo por R$ 3,00! Me senti em Fortaleza! E ah, o nome do local é Geleia! Recomendo! 

Por fim, minha saga do Gente Grande termina com a volta num trem lo-ta-do (pelo menos tinha ar-condicionado), cheio de ambulante vendendo até a mãe pro povo, onde desci na estação de Madureira (já que não tem estação de trem na Vila, só Metrô) e peguei uma van pra chegar, finalmente, em casa! 

:)


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