Antropóloga

Acredito que andar de metrô em qualquer cidade no mundo é como brincar de ser antropólogo por um dia: você tem  a oportunidade de cruzar com todo tipo de gente que pode existir! Durante minhas breves andanças para o centro do Rj, vi de tudo.

De gente achando que o vagão inteiro se interessa pela conversa ("ô Juninho, faxxx um favoouurrr pra miimm?" -  e pro vagão inteiro né minha tia?!); da senhora que, sem constrangimento algum, faz uni-duni-tê para escolher quem foi o indivíduo que nos infectou a narina com aquele gás letal; da mulher que perguntou à outra se tinha cara de cama pois, segundo esta, a mulher estava deitada ( e ainda rolou puxão e fios de cabelo pelo vagão); do tiozinho que lê o jornal alheio e ainda reclama quando passam a página e; do marido que prefere ver a palavra-cruzada do cara ao lado que ouvir a ladainha da esposa.

Não sei se o exercício de observação que falei aqui é feito por todo mundo. Acredito que só alguns tenham a curiosidade de fixar o olhar para alguma situação e tentar tirar algo daquilo. No mais, a despeito de me sentir uma sardinha em lata, foi bem interessante vivenciar um pouco do cotidiano do carioca que usa o metrô como principal meio de transporte. Encararia tudo de novo :)


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