A Teoria de Tudo



Logo que saiu o trailer, havia acabado de assistir um documentário na HBO falando da vida do Stephen. Fiquei fascinada. A superação diante de tantos obstáculos provocados por uma doença inesperada me fez ficar ainda mais curiosa sobre a vida deste gênio. Mal esperava por este filme que, já no trailer, emociona.

Porém, eis que aqui é o exemplo de como a apresentação de um produto é melhor que ele mesmo. Vejam bem, o filme não é ruim, mas sua trajetória não favoreceu para que surgisse a mesma emoção que houve no trailer. Em certos momentos, a narrativa cansou e, de um certo modo, a curiosidade de saber logo os acontecimentos na tela se sobrepuseram à análise de saber se o filme estava bom ou não.

O destaque, porém, sem nenhuma dúvida ou questionamento, é Eddie Redmayne. O ruivinho que me apareceu pela primeira vez em Os Miseráveis simplesmente conseguiu ficar o clone do Stephen. Fico imaginando o esforço contínuo e perfeito de ficar em uma posição que, só de olhar, causa certo incômodo. Felicity Jones é que decepcionou. A menina que me fez sentir o constrangimento numa cena final em "Like Crazy" deu o lugar a um personagem como a mesma expressão da metade para o final do filme. Não sei se foi proposital para mostrar que a vida de Jane estava tão parada quanto seu rosto, mas fora bem decepcionante.

Ambos estão indicados ao Oscar, assim como o filme. Creio que Eddie leva - apesar de não ter ainda escrito as outras críticas, afinal, a Academia ama uma transformação artística, mas esta, sem nenhuma dúvida, valeria a estatueta. Já Felicity sentirá apenas o gostinho de ser indicada, assim como o filme, que não deverá levar a alcunha de melhor do ano.

E ai, quais são as apostas?

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