O Jogo da Imitação


Confesso que não morro de amores pelo Benedict, pois a primeira impressão que tive do sujeito não foi lá muito boa, fiquei com certo asco dele por conta do seu personagem em Atonement - quem nunca? 

Porém, aqui o ator interpreta um personagem cujo doçura e gentileza transbordam em cena. Falamos de Alan Turing, um matemático brilhante considerado o pai da computação, que fora chamado pelo governo britânico para decifrar códigos criptografados da máquina alemã Enigma, durante a segunda guerra.

O ponto alto do filme é realmente adentrar na vida pessoal do Alan e mostrar seus conflitos, sua opção sexual desde cedo e como esta, mais tarde, se torna um fardo pesado demais para ser carregado em um país cujo a homossexualidade é considerada um crime.

Fora isso, o que temos? Um grupo de pessoas que trabalham incansavelmente para desenvolver um sistema que rastreie todos os passos do exército alemão e vários, mas vários clichês. Sabe aquele grupo nerd que cada um tem papéis característicos? Se aplica aqui. Tem aquele esquisitão, o metido a garanhão, a única mulher do grupo, etc, etc.

E ai, infelizmente, o filme acaba caindo no lugar comum, sendo um pouco conservador, com diálogos fracos e uma discrição que chega a incomodar. Está concorrendo na categoria de Melhor Filme e acho realmente difícil que leve.

No mais, Benedict carrega o filme, me surpreendendo positivamente e deixando aquele esterótipo do início do post comendo poeira. 

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