Soco no Estômago

Não sei quantas vezes já escrevi algo com este título, creio que uma porção de vezes. Meu estômago já foi socado de tantas formas que ainda me admiro como um soco ainda pode fazê-lo doer. Como subestimo meu corpo, não é mesmo? Como subestimo minha capacidade de me decepcionar com as pessoas... Sim, não precisa lembrar que elas são falíveis, sei disso. Mas do que adianta ser falíveis se algumas simplesmente parecem não ter a capacidade de sofrer na pele o que fez com o outro? Aliás, não é nem isso, como é que elas não percebem que um dia elas perdem com esse comportamento infantil e destruidor de mentir e decepcionar pessoas?

Deve ser muito difícil ser alguém e não ter coragem de assumir. Deve ser difícil acordar todo santo dia e simplesmente ter que fingir o que não é. Deve ser difícil viver num mundo em que, em toda a sua existência, parece que nunca, nunca teve oportunidade ou nunca se quis viver de forma real.

Mainha sempre me criticou por eu ser muito "too much". Me jogo numa ideia, me jogo no relacionamento, me jogo em tudo que for preciso e me dê alegria e contentamento em fazer parte. Assim sou eu. Embora muitas vezes ela tenha razão, não me arrependo de dar a cara a tapa ou ser julgada. Teto de vidro está ai pra isso. Mas pelo menos, eu durmo com a sensação de que nada no mundo paga a minha honestidade comigo mesma.

Ok, às vezes - não sei porquê, gostamos de mentir para nós mesmos. Parece remediador a sensação e o alívio imediato que a nossa própria mentira nos dá. Ora, se algo aconteceu 184785638 vezes e tem incentivos para acontecer de novo,  não reclame: a culpa será sua e sempre sua. Você deixou, você se enganou, você se deixou manipular, você quis. Agora dê a volta por cima e não deixe mais que isso ocorra. Ponto. Sejamos felizes.


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