O Jazz e Eu

Não sei se ele sabe disso, mas foi através do Márcio Laurini que conheci o Jazz. Em nossas conversas de msn, Coltrane era um dos assuntos mais recorrentes. Se não me falha a memoria, o álbum preferido do Márcio era o My Favorite Things. Não coincidentemente, o primeiro álbum que ouvi completamente. 

Claro que já ouvira jazz antes, mas sempre de forma acidental: filmes, comerciais e uma música aqui ou acolá no rádio, cafeterias e elevadores. Nada programado ou intencional. Nunca havia parado para colocar um jazz para tocar. 

Entretanto isso muda a partir do momento que nos colocamos à disposição para ouvir novos sons e harmonias. É incrível como o jazz consegue combinar com vários momentos da minha vida. Escuto quando estou eufórica, quando estou concentrada e até mesmo triste. Não há um dia sequer que não ouça.

Obvio que não fiquei no Coltrane, ouvi de um tudo! Do jazz dos anos 20 de Nova Orleans, Chicago e NY às big bands.  Do bebop ao free jazz. Mas foi o cool jazz, estilo mais marcante de Miles Davis, que eu estacionei meu coração. 

Considerados por muitos um estilo mais europeu e menos popular, o cool jazz é o oposto do bebop, é mais lento, cadenciado. Não entendo muito de música - bem importante frisar, mas é nítida a diferença desse estilo para os outros. De longe, o que mais aprecio. 

E é por não entender muito de música e gostar muitooooo de jazz, que hoje sinto a necessidade de estudar mais sobre esse assunto que tanto se faz presente em meu cotidiano. Estou à caça de livros que me expliquem mais as historias das composições e o background das jam sessions. Já digo, de antemão, que aceito sugestões :)

Ademais, vai ser bem interessante estudar mais sobre esse ritmo que tanto me agrada e poder falar melhor sobre como começar a escutá-lo. Não é todo mundo que curte, como eu, logo de cara, o jazz - principalmente os mais instrumentais. Tem gente que prefere os vocais, eu já prefiro viajar na melodia das composições. E vocês, curtem jazz também? :)

Comentários

  1. Nem é jazz, pule os estudos sobre o assunto e vá direto para melhor música do século XX: Astor Piazolla. O negócio do Laurini é Southern rock. O cara era viciado no negócio lá em Porto Alegre. Vá no disco dos discos duma vez: The Allman Brothers Band: At Filmore East.

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